quarta-feira, 26 de março de 2014

Menino descalço


                                                        Menino descalço,
Pisa forte no chão,
Corre, brinca, sobe em árvore
Não teme  cair,
Peralta como ele não há
Com é danado este guri.
Trepa em goiabeira,
Pula muro para catar pipa,
Escala telhado, exercita.
De tantas coisas nem tem medo...

Porém quando se trata 
De um bichinho marinho,
Corre de banda, bem ligeirinho,
E esse bicho é o caranguejo,

 (Dora Duarte)



Meu pé de jambolão



Quando criança, lá para as bandas do Varjão , João Pessoa, onde passei a metade da minha infância. Era comum a meninada subir em árvores (sem dono) para comer dos frutos.Entrar no quintal dos outros para roubar, nem pensar...Só podia as das ruas, estradas, praias e matas, ou em sítio quando era convidado.

No rio que cortava meu bairro, não era um rio com água apropriada para lavação de roupas, banhos nem tampouco para beber, devido os jumentos dos carroceiros se apossarem para os banhos , beber daquela água e lógico, fazer as suas necessidades fisiológicas ali. Porém, criança é sempre criança, sem noção nenhuma, mesmo com recomendação negativa da mãe, teima e faz por impulso de travessura e por causa do calor imenso, tomava banho ali.
Havia uma árvore frondosa na beirada do rio, um pé de oliveira, o fruto também tinha o mesmo nome, o mesmo (pé de jambolão). No meu pensar, era o meu pé de oliveira, todo pé de fruta que eu gostasse, era o meu favorito. Era lá que, a meninada do bairro, as manas e eu, trepavam para chupar as oliveiras pretinhas de montão... Depois a gente apostava para ver qual a língua que ficava mais roxa e todos mostravam a língua. A que ficava com o tom mais roxo escuro, era porque tinha chupado mais oliveira.
Na minha cabecinha, era a mesma azeitona preta que eu comi numa empadinha, um dia pela primeira vez numa festa de rico, imaginei que era colocado nela muito sal, achava salgada....E não é que agora descobri que oliveira também era conhecida como “azeitona do nordeste”!? 
Depois era a prova dos pulos dentro do rio, quem saltava mais rápido, depois o banho refrescante, para aquele calor infernal. Foi nesta brincadeira saudável que peguei “cistosoma”, assim a gente chamava esquistossomose, aliás, todo aquele que se arriscava tomar banho ali no rio poluído de caramujo, onde o verme colocava seus ovos lá, pegava pela sola do pé. A mãe da gente dava remédio para verme de goela abaixo, a gente sarava, depois... Tudo de novo.
Como era gostosa aquela frutinha preta!

               Dora Duarte


sábado, 1 de março de 2014

GIRA TERRA

O SOL BRILHA ME AQUECE
FAZ AS FLORES BROTAR
A TERRA GIRA SE MOSTRANDO 
PARA O SOL ME ALEGRAR…

GIRA TERRA, GIRA LUA
GIRA O SOL PELO UNIVERSO
AS ESTRELAS PEQUENINAS
VIM CANTAR NESTES VERSOS

CAMINHANDO PELA TERRA
E COM ELA GIRANDO
ESCUTANDO A MINHA HISTÓRIA,
E O VENTO VAI SOPRANDO.

CADA HISTÓRIA É UMA SEMENTE
QUE AO MUNDO LANÇAMOS
FLORES FRUTOS EMBELEZAM
A NATUREZA HUMANA..

(POLLO E ROSANA/ POR DORA DUARTE)
Quem conta um conto aumenta um ponto
Quem conta história reviva memória
Quem conta um causo ganha um aplauso
Quem conta uma piada ganha uma risada
Quem conta uma lenda ganha uma prenda
Quem não conta nada tem de escutar.